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Nautilus

20 de outubro de 2016
nautilus-tatiana-vieira
o fundo do mar é como um segundo céu para mim. Invertido. Tão misterioso quanto.
 
curioso como temos em comum com esses seres, que vivem em um compartimento tão pequeno como para nós seria um quarto, um espaço particular e precisamos, igualmente, de compartimentos maiores, expandir.
 
o Nautilus então aumenta sua concha pela adição de um novo compartimento adequado ao próximo estágio de sua vida.
 
Oliver Wendell Holmes escreveu, em um poema intitulado “O Nautilus compartimentado”: “Construa para ti mansões mais grandiosas, ó minha alma… Permita que cada templo, mais nobre que o anterior, separe-o do Céu com um domo mais vasto, até que afinal sejas livre, deixando sua concha, pequena demais para ti, pelos mares incansáveis da vida!”
 
para iniciar um novo estágio no nosso crescimento, é preciso abrir caminho, enfrentar o lado de fora. No entanto, cada vez que abandonamos uma velha visão de mundo por uma nova e mais ampla, nós apenas nos encontramos numa caixa maior. E enquanto cada caixa serve sua função particular por um tempo, estamos sempre sob risco de considerar que aquele compartimento que estamos ocupando é o final, mas nunca o é. Estamos em constante caminho, de passagem.
 
sigamos.

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