diferente mas…

Projeto gráfico e ilustrações para o livro Diferente mas igual!, de Vana Campos, pela Cachecol Editora. Taubaté, 2015/2016.

kite coat

Desenvolvimento de desenho técnico das peças e naming design para o projeto sustentável de Alexandre Melo Resende, Kite Coat, reaproveitando pipas de kite surf. Um modo consciente de fazê-las permanecer mais tempo na vida de seus donos, de maneira afetivo e sem afetar o meio ambiente. Rio de Janeiro, 2014.

na mídia:

http://www.cause-magazine.com/conteudo/2016/9/11/kitecoat-veste-velejadores-com-a-memria-de-suas-pipas

Conheça os criadores do KITECOAT™ e picos para praticar o kitesurf

[ fotos: divulgação ]

 

etérea metal

Gravuras em metal realizadas na oficina do EAV Parque Lage com a artista plástica Tatiana Grinberg.

camaleônica II

Workshop de cartão de visitas com tipos móveis realizado na OTSP | Oficina Tipográfica São Paulo com Lucas Pires.

system design

Systems Design Workshop, com o designer e artista alemão Andreas Fischer, radicado em Berlim, estudou na HfG Schwäbisch Gmünd (quando fez intercâmbio na Esdi) e na UdK (Universität der Künste Berlin) http://anfischer.com
Três dias: sexta, sábado e domingo (sim, domingo), de muito pensamento, sistemas, processos, análises e está aí o resultado.
O grupo contava com 11 participantes selecionados por portfólio das áreas de design, arquitetura e artes visuais | dez/2010.
http://www.esdi.uerj.br/noticias/etc/systems_design_2010/

camaleônica I

Cartazes produzidos com tipos móveis e impressos em papéis variados a fim de buscar resultados inusitados na OTSP | Oficina Tipográfica São Paulo.

geraldelli

Site portfólio da artista plástica, fotógrafa e designer de interiores
Cristiane Geraldelli.
www.cristianegeraldelli.com

nadá

Revista experimental de música, arte, moda, design e entretenimento em parceria com Lucas Pires.
Nadá, que vem do Dadá, que quer dizer nada. Uma revista mutante, dinâmica, assim como todo mundo não é o mesmo a cada dia.

pós-moderno

Criação de cartões postais em parceria com Lucas Pires.

projeto umbilical

Projeto do curso de pós-graduação em Artes Visuais | jan/2011

Fazendo uso da lógica do ato, tratado no texto “A arte é (tornou-se fotográfica)”, na implicação da referência, trabalhou-se como Duchamp, com a impressão de uma presença, como um traço do estar aí, trabalhando a lógica do índice.
Um estar percebido pelo olhar de quem idealizou a proposta e fez suas comparações a partir do formato, pelo senso comum, da ideia que se tem de umbigo.
Foram trabalhadas suas formas já vistas e suas ideias de conexão, ligação com a mãe – a “cicatriz” que une a prole a algo maior, de forma que não se pode negar de onde todos vêm.
De furos, rachaduras e proeminências observadas no dia a dia, foram feitos recortes em alusão à conexão da vida. Estão todos conectados a algo, nutrem-se a partir de algo e, carregam para toda a vida esta “marca” profunda. Como um lembrete do ponto de partida – a origem de tudo viria do círculo?
O umbigo é visto desde a mitologia grega, e o centro do mundo localizava-se no templo de Apolo, em Delfos, e era assinalado por uma escultura de mármore, de forma cilíndrica e extremidade superior arredondada, a que se denominava omphalós. Junto dela, a pitonisa proferia seus oráculos sob o influxo de vapores emanados de uma fonte da rocha e que se acreditava proviessem do interior da Terra. Era a mãe-Terra ligando-se pelo umbigo aos filhos inseguros e temerosos que ali compareciam.

Assim como para Santaella, a fotografia pode ser vista como o protótipo do signo indicial, uma vez que o índice liga-s existencialmente ao seu objeto referente, e, de acordo com ela:
[…] por uma relação temporal, espacial ou casual, que dirige atenção do receptor diretamente e sem reflexão interpretative do veículo do signo para o objeto. Signo e objeto se constituem, assim, um par orgânico, cuja ligação existe independente de uma interpretação (terceiridade) e é percebida pelo intérprete como uma realidade já existente (cf. CP 2.299, apud Santaella, 2005:148).

Do recorte, os significantes colecionados ganharam um novo significado em conjunto, narrando a perpetuação da vida, por sua conexão de troca de energia, através do alimento entre mãe e feto e sua “tatuagem” vitalícia deixada.
Como se fosse para provar que cada indivíduo não veio do nada e possui ligação com algo anterior.
Por motivos de desejo de autoria, anseio natural pela busca, que demonstrou-se quase invetigativa, a fim de encontrar a forma com perfeita semelhança entre ângulo, distância e objeto encontrado, com a parte do corpo selecionada para o trabalho conceitual.
Para ampliar a ideia de conjunto e relação entre as imagens, as fotos tiradas por meio de uma tecnologia recente, o celular, é que o processo deste trabalho inicia.

Foi escolhido como ferramenta de processo o Iphone, por meio do aplicativo Instagram, criado por um brasileiro, a fim de obter uniformidade, além de remeter à ideia de polaróides, que inscitam com mais intensidade, a observaçnao em conjunto, alinhada, para, depois, ser vista em detalhe uma a uma, fragmentada.
Com o uso deste aplicativo, cada foto tirada foi publicada via Twitter, Tumblr e Facebook e assinalada como processo, além de, ser mapeada por um sistema GPS, o que permite que, cada fragmento que dará origem a esta leitura da narrativa ao término, pode gerar reflexão durante o processo e causar um maior movimento, tomar novos rumos, discussões.

Um trabalho que não se propõe ser algo “acabado”, os espectadores observarão seus elementos e o caminho e,a partir disso, o trabalho se realizará, gerando distintas reflexões e interpretações – uma combinação que pode ser dada como infinita.
Nesta proposta de trabalho, a função icônica é indispensável para o processo analítico e crítico da fotografia, enquanto
configuração expressive. A fotografia se afasta de seu processo documental e abre-se à possibilidade de possuir função de apoio para outros caminhos, como o de que há algo codificado por analogia.
Através da captura de imagens de ranhuras, furos e similares, encontrou-se o conceito conhecido como punctum, que é o que está além da realidade concreta fa foto e atinge a observação estética da imagem – alusão a umbigos, conexão
para a origem da vida.

Este trabalho despretensioso nada mais é do que uma tentative de mostrar o uso das tecnologias atuais na fotografia – uso do
celular, aplicativo já com filtro e possibilidade de outra formas de veiculação/disseminação, a fim de trazer uma análise, uma
reflexão, um olhar diferenciado para detalhes muitas vezes passados em despercebido e que, com certa acuidade, podem
revelar uma sequência que se mostra ao seu idealizador e que pode fazer sentido outras, gerando o pensamento sobre o tema
identificado como ponto de partida – vva marca de uma conexão com quem nos gerou.


BIBLIOGRAFIA

BARTHES, Roland. A câmara clara. Trad. Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro. Nova Fronteira: 1984.
––––––. A mensagem fotográfica. In: O óbvio e o obtuso. Trad. Lea Novais. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1990.
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. São Paulo: Papirus, 1994.
ECO, Humberto. O olhar discreto: semiologia das mensagens visuais. In: A estrutura ausente. Trad. Pérola de
Carvalho. São Paulo: Perspectiva, 1976.